terça-feira, 20 de julho de 2010
Vendo com óculos emprestados(...)
Eram brilhantes os textos e as conferências que ela fazia sobre a emancipação feminina. Sua tese de doutorado em filosofia era uma profunda análise da dominação masculina ao longo dos tempos. Em suas conferências, sob aplausos da platéia entusiasmada, ela defendia a importância das mulheres na sociedade conteporânea. Mas, ao contrário da sua vida intelectual, sua vida amorosa era um fracasso. "Não quero ser uma mulher inferiorizada". - era seu lema. "Não quero ser igual a minha mãe". - essa era a sua maior preocupação. Entretanto, o seu cérebro focalizava a parte essencial dessas frases: "quero ser uma mulher inferiorizada". "quero ser igual à minha mãe". No seu obsessivo desejo de negar aquele padrão, o que ela acabava fazendo era afirmar na sua vida o que parecia estar negando. Consequentemente. a sua vida pessoal era pautada por frustrações, pois como seus relacionamentos amorosos sempre a faziam sentir-se "igual à mãe" e "inferiorizada", uma vez que repetiam o padrão que ela queria negar. Assim, ela acabou por se tornar uma mulher amarga e solitária, que só conseguia realizar-se intelectualmente , sendo aplaudida, elogiada e admirida por um belo discurso que, na prática, não se concretizava. Então muito cuidado com as palavras que emite, um "NÃO" pode alicerçar uma conduta de semelhança, Pense muito e tenha devida cautela... Abs, Laércio*
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